LOCAIS
E CLIMA: 
As ilhas do Corvo e das Flores, a uma distância de 15
milhas entre si, formam o grupo Ocidental do Arquipélago.
Ilha de forma oval, com a área de 17,13 km2, tendo o
comprimento de 6,5 km e de largura 4 km, é a mais pequena
do arquipélago dos Açores. Constituída
pelo afloramento de um cone vulcânico, tem a altitude
máxima de 718 metros. Está situada a 31º
05’ de longitude oeste e a 39º 40’ de latitude
norte.
O clima é temperado, atingindo temperaturas médias
de 14º C (57º F) no Inverno e 20º C (68º
F) no Verão.
BREVES HISTÓRIAS DA ILHA: 
Pequeno pedaço de terra no meio do Oceano
Atlântico, o Corvo não despertou o interesse imediato
dos que vieram povoar as Flores. A primeira tentativa, levada
a efeito por Antão Vaz, natural da Terceira, no início
do séc. XVI, termina com o abandono da ilha, o mesmo
sucedendo com um grupo de homens vindos de Terceira chefiados
pelos irmãos Barcelos. Já mais tarde, em meados
do séc. XVI, Gonçalo de Sousa manda para a ilha
alguns escravos para pastorearem o seu gado seguidos, anos depois,
por habitantes das Flores.
O crescimento da população leva a que, no início
do séc. XVII, a ilha dispusesse de um pároco residente
– até essa altura os habitantes eram baptizados
uma vez por ano quando da visita de um padre depois da Páscoa
– e, nos sécs. XVIII e XIX, os baleeiros americanos
nela recrutassem tripulação e arpoadores, apreciados
pela sua coragem. O séc. XIX vê iniciar-se a emigração,
sobretudo para os Estados Unidos da América, fenómeno
que prosseguiu, com um interregno entre 1925 e 1955, até
ao início da década de 80.
Hoje o Corvo, equipado com um aeroporto e um porto que rompem
o quase isolamento de séculos, participa, na relatividade
da sua pequena dimensão, do progresso dos Açores,
tendo como suporte económico a pecuária e a produção
do queijo e, também, o turismo.
LOCAIS A VISITAR: 
Vila Nova do Corvo, o momento mais bonito é
o de ouvir calmamente as histórias contadas pelos “velhos
sábios “ da ilha do Corvo, numa qualquer esquina
da Vila. Se não for possível, então merece
uma visita a Igreja de Nossa Senhora dos Milagres, com a imagem
flamenga do século XVI. Atenção ainda às
típicas fechaduras de madeira das moradias, um mecanismo
que esquece a segurança, aliás, desnecessária
nesta terra de tranquilidade.
Costas escarpadas, picos e morros, de que
se destaca o mais elevado, o Monte Grosso (770 m ), várias
pontas e ilhéus, dão à zona norte um
raro encanto.
O Caldeirão – situado no Monte
Grosso – enorme e imponente cratera do antigo vulcão
que deu origem à ilha, com 300 m de profundidade e
3400 m de perímetro. No fundo, coberto por duas calmas
lagoas, emergem pequenas ilhotas, que a imaginação
popular associa aos Açores.
A sudoeste, erguem-se duas formações rochosas,
muito curiosas, de origem basáltica, denominadas de
Cavaleiro e Marco.
FESTAS: 
- Nossa Senhora dos Milagres-13, 14 e 15 de
Agosto
DESPORTO E LAZER: 
- Observação de baleias e golfinhos
- Mergulho - o Corvo oferece óptimas
condições para a observação submarina,
pela beleza dos seus fundos e variedade de peixes.
- Pesca desportiva
- Pesca submarina
- Pesca de rocha e de barco, oferecem também,
ao pescador desportivo, capturas dignas de registo em tamanho
e peso.
ARTESANATO: 
- Malhas
- Fechaduras em Madeira
- Bengalas
GASTRONOMIA: 
Não se esperam grandes requintes de uma culinária
feita do peixe pescado nas águas da ilha e da carne das
rezes apascentadas nos pastos, acompanhada pelos legumes cultivados
nos terrenos vulcânicos. Mas comer o queijo artesanal
da ilha com o pão de milho produzido localmente é,
certamente, uma experiência que fica na memória.
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