LOCAIS E CLIMA: 
Com a forma de um pentágono irregular e a área
de 173,42 km2, a ilha do Faial tem 21 km de comprimento e 14
km de largura máxima. Dominada pelo cone vulcânico
da Caldeira, que se espraia em declives suaves interrompidos
por formações vulcânicas secundárias,
a ilha tem a sua altitude máxima no Cabeço Gordo,
com 1.043 m. Localizada entre os 38º e 33’ de latitude
norte e os 28º e 38’ de longitude oeste.
O clima é temperado e suave, com fracas amplitudes térmicas,
como nas restantes ilhas. As temperaturas mais elevadas registam-se
em Agosto e as mínimas em Fevereiro. As temperaturas
médias por estações são as seguintes:
Primavera 16º C (60º F), Verão 21ºC
(70º F), Outono 19º C (67º F) e Inverno 14º
C (58º F).
BREVES HISTÓRIAS
DA ILHA: 
O lançamento de gado pelas caravelas
do Infante D. Henrique, o Navegador, foi a primeira forma de
ocupação dos Açores, o que aconteceu no
Faial, cerca de 1450, por portugueses vindos de outras ilhas.
Uma década mais tarde tem início o povoamento
da ilha propriamente dito, levado a cabo simultaneamente por
portugueses e flamengos.
Em 1466, um nobre flamengo de nome Josse Van Huertere, acompanhado
por alguns amigos e compatriotas seus, realiza uma viagem de
exploração em procura do estanho e da prata de
que se dizia existirem filões nesta ilha. As primeiras
buscas provam o erro e causam o insucesso da viagem.
Entusiasmado, contudo, com a sua fertilidade, Josse Van Huertere
não desiste. Em 1468, com a intercessão da Duquesa
de Borgonha, Infanta D. Isabel, filha do rei D. João
I, casada com Filipe III, o Bom, Duque de Borgonha e Conde da
Flandres, obtém a carta do capitão do donatário
da ilha e a autorização do rei D. Afonso V para
trazer para o Faial colonos desejosos de abandonar uma Flandres
empobrecida pela Guerra dos Cem anos. À sua chegada fixam-se
na Lomba dos Frades, na Praia do Almoxarife, mas depressa mudam
para o Vale dos Flamengos, que recorda no seu nome os primeiros
povoadores, e posteriormente para a área da Horta, atraídos
pelo mar e as suas baías naturais.
São os flamengos que introduzem no Faial o cultivo do
pastel, planta tintureira utilizada na Europa de então
pela sua côr azul forte que, juntamente com o cultivo
do trigo, vai ser o supurte da economia da ilha durante dois
séculos.
A anexação de Portugal pela Espanha (1580-1640)
traz a guerra à Horta. Primeiro com o desembarque de
tropas espanholas de ocupação (1583) e, mais tarde,
com os ataques corsários dos condes de Cumberland e de
Essex em 1589 e 1597, com destruição de igrejas
e casas, saque das habitações e o pagamento de
pesados resgates.
Dois séculos de prosperidade
O século XVII, é de grande prosperidade, trazida
pela segurança do seu porto, pela posição
estratégica da ilha na navegação para
o Brasil e para os domínios ingleses nas Américas
Central e Norte. O comércio internacional amplia-se,
a Horta torna-se o porto de exportação do vinho
e da aguardente produzidas pelas ilhas do Pico, São
Jorge e Graciosa. Com o passar dos anos o vinho do Pico torna-se
conhecido e desejado na América e na Europa, levando
os burgueses faialenses a investirem na plantação
das vinhas no terreno vulcânico, que exigia os dispendiosos
trabalhos de quebrar o chão da lava e criar paredes
de pedra em volta de cada três ou quatro videiras. Já
no final do séc. XVIII junta-se ao vinho a exportação
de laranja, ao tempo fruto exótico.
Um período dificil
O século XIX é um período com crises
económicas. Primeiro com a perda das plantações
de laranjeiras (1842) e, logo de seguida, das vinhas (1852),
devido a doenças. A presença de barcas baleeiras
americanas, que chegaram a atingir largas dezenas, reduz-se
nos últimos anos do século. Os barcos a vapor
que fazem escala na Horta para se reabastecerem de carvão
dão movimento ao porto, mantendo a cidade nas rotas
marítimas.
A Horta do século XX
A instalação de cabos submarinos, a utilização
da Horta para amaragem dos hidroaviões que ligavam
os dois lados do Atlântico, a presença de bases
navais durante as duas guerras mundiais, são fases
marcantes da vida da ilha no século XX.
Com a sede da Assembleia Regional dos Açores e departamentos
de administração regional na Horta, uma vida
económica baseada no comércio, pecuária,
lacticínios e pesca, o Faial é hoje uma ilha
em desenvolvimento que encontra no turismo uma forma de continuar
a sua vocação cosmopolita.
LOCAIS A VISITAR: 
Morros, recortes na costa, ilhéus curiosos, acidentes
físicos originados por actividade vulcânica, moinhos
típicos e inúmeros campos de pastagem, contribuem
para a grande variedade paisagística da ilha do Faial
A Cidade da Horta, de grande riqueza monumental, proporciona
pela sua situação geográfica, paisagens
ímpares da ilha do Pico e, por vezes, de S. Jorge.
Está ladeada pela Ponta da Espalamaca e pelo Monte
da Guia, cujos miradouros, conjuntamente com os do Monte Carneiro,
oferecem ricas panorâmicas da cidade e da imensidão
do mar. São vários os monumentos com interesse
para se visitar, a Igreja de São Salvador, a Igreja
de Nossa Senhora do Carmo, o Convento de São Francisco(Museu
de Arte Sacra), Igreja de Nossa Senhora das Angústias,
Ermida de Nossa Senhora do Pilar, Império dos Nobres,
Forte de Santa Cruz, Muralhas de São Sebastião
e Portão Fortificado do Porto Pim.
A Marina da Horta, ponto de encontro dos
iates que cruzam o Atlântico Norte, é famosa
internacionalmente pelos numerosos frescos pintados nas suas
muralhas pelos iatistas.
O Peter Café Sport, reconhecido como
um dos melhores bares do mundo, é ponto de encontro
por excelência dos iatistas, que atravessam o Atântico.
É obrigatório provar o seu famoso “gin
tônico” e visitar o Museu de peças gravadas
em marfim de baleia, situado no piso superior.
O Porto Pim, magnífica enseada localizada
no extremo da cidade da Horta, onde se pode apreciar o Portão
fortificado e as muralhas de São Sebastião.
Acolhe também uma das mais amenas praias da ilha.
O Monte da Guia, elevação
sobranceira à Horta, a que está ligada pelo
Monte Queimado e um estreito istmo, abrangendo uma área
em que se erguem construções de grande interesse
histórico, ligadas à aventura da caça
à baleia, é presentemente uma zona de paisagem
protegida.
A Costa Norte oferece uma sucessão
de panorâmicas. O acesso a esta zona faz-se a partir
da Horta, seguindo a estrada que rodeia a ilha, passando pela
Praia do Almoxarife, onde se situa o parque de campismo, e
pela localidade de Pedro Miguel. Mais adiante surge Ribeirinha,
onde pastos abrigados por uma lomba, coberta de vegetação
luxuriante, dão a esta região uma beleza singular.
Salão oferece um panorama lindo sobre os seus cerrados
orlados por hortênsias. A poucos quilómetros
surge Cedros, povoado cheio de cor e tradição.
Aqui, a Ribeira Funda, com campos de cultura e árvores
de fruto, merece especial relevo. Prosseguindo pela mesma
estrada chega-se à Praia do Norte, onde o miradouro
da Costa Brava, com 320 m de altitude, proporciona, vistas
sobre a Fajã, sendo impressionante a falésia
cortada a pique sobre o mar.
Em seguida, Fajã da Praia e Norte Pequeno oferecem
o contraste entre terrenos de lava negra e vegetação
viçosa.
A Ponta dos Capelinhos costitui um dos principais
pontos turísticos do Faial. Extremo mais ocidental
da ilha, onde se pode admirar os efeitos da erupção
de 1957/58, em que as cinzas vulcânicas cobriram casas
e campos, alterando a paisagem. A história é
contada no Museu dos Capelinhos, situado na freguesia próxima
do Capelo.
A estrada do Capelo, já no trajecto para a costa sul,
oferece um dos mais belos panoramas do Faial – o Varadouro
– Baía fascinante, dominada pelo morro
do Castelo Branco, com pontas de rocha preta a par de vinhas
e flores. Com um micro-clima agradável e uma piscina
envolta por um conjunto de formações basálticas,
o Varadouro possui nascentes de águas quentes com propriedades
benéficas, que brotam das entranhas da terra, com temperaturas
de cerca de 35,5ºC (96ºF).
A Caldeira, enorme cratera do vulcão
extinto, que deu origem à primitiva ilha.
Castelo Branco e Feteira,
já na costa sul, possibilitam paisagens deslumbrantes
da ilha do Pico.
Próximo da Horta, Lajinha e
Ponta Furada merecem uma especial atenção
pelo seu conjunto de furnas e de curiosos arcos de lava, onde
por vezes o mar bate fortemente.
No interior, outros panoramas se impõem, dos quais
se destaca o Vale de Flamengos, de um colorido
fantástico, dado pelas plantações, de
flores e casas que o salpicam.
MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu da Horta
- Museu de Arte Sacra
- Museu de “Scrimshaw” – Alberga a colecção
particular do proprietário do popular Café Peter´s.
Estão expostas algumas centenas de peças, documentando
essa difícil arte de gravar os dentes de cachalote,
com belos veleiros, sedutoras sereias, cenas de caça
à baleia, etc.
FESTAS: 
- Semana do Mar – primeira semana de Agosto
DESPORTO E LAZER: 
- Praias: Duas praias de areia macia –
Porto Pim e Conceição – mas com a côr
escura que denuncia a origem vulcânica das ilhas, enquadram
os dois extremos da cidade da Horta. Porto Pim é uma
praia segura para as crianças, pela quase ausência
da ondulação, um fundo plano onde se tem de andar
muitos metros até perder pé. A praia do Almoxarife
oferece a oportunidade única de bronzear-se, de nadar
tendo a ilha do Pico a enquadrar o horizonte do mar. Além
destas duas temos também a praia da Fajã da Praia
do Norte.
- Piscinas naturais, criadas pelos rochedos
vulcânicos são a forma mais insólita de
banhar-se no Faial. A transparência e a temperatura
da água do mar, aquecida pela corrente do Golfo, vão
ser uma agradável surpresa.
-Observação de baleias e golfinhos,
o Faial é um importante centro de observação.
- Pesca Desportiva
- Big Game Fishing – A Horta tem o
seu nome inscrito em mais de uma dezena de “records”
mundiais de captura de tubarões e espadins. Razão
porque, durante os meses de Março a Outubro, barcos
apedrechados para o “big game fishing” cruzam
as águas do triângulo Faial, Pico e São
Jorge com pescadores desportivos de todo o mundo, que vêm
à Horta procurar a emoção da captura
dos grandes peixes:espadim branco e azul, atum rabilho, atum
voador, albacora, wahoo, espadarte, tubarão e mako.
É possivel o aluguer de barcos apropriados, com pessoal
experiente nas manobras e conhecedor dos locais de melhores
capturas.
- Mergulho, os fundos vulcânicos em
volta da ilha são ricos em peixe e, pelas suas irregularidades
e grutas, oferecem excelentes oportunidades para a observação
submarina. Várias em
- Pesca submarina
- Pesca de rocha - a pesca da rocha e ao
corrico, em barco, permitem a captura das várias espécies
que abundam nas águas açorianas: cavala, pargo,
goraz, congro, moreia, anchova, bicudas, douradas, enxaréu,
lírios. Situando-se os melhores pesqueiros na área
de Espalamaca, Almoxarife, Cedros, Costa Brava, Castelo Branco,
e Lajinha.
- Marina da Horta, é ponto de escala
obrigatório de numerosos iates de recreio e das mais
importantes regatas transoceânicas. Nas imediações
da sua ampla marina encontramos gentes de todas as nacionalidades,
falando as mais diversas línguas, e vindas de ambos
os lados do Atlântico, num ambiente colorido e alegre.
- Desportos náuticos: windsurf, vela,
canoagem, remo, jetski, sky aquático.
- Surf e Body board, os praticantes destes
dois desportos têm as ondas de que gostam na extensa
praia da Fajã da Praia do Norte.
- Trilhos da Natureza (passeios a pé
pela ilha)
- Passeios a cavalo
- Desportos radicais, é possivel
praticar vários destes desportos como voos de parapente,
o B.T.T. (bicicleta todo o terreno), escalada de altas montanhas
e escarpas agressivas, etc..
ARTESANATO: 
- Bordados a Cirvo
- Miolo de Figueira
- Rendas
- Miniaturas em Madeira
- Chapéus em palha de Trigo
- Vimes
- Bordados em Tule
- Trabalhos em osso e marfim de cachalote
- Trabalhos em papel recortado
GASTRONOMIA: 
Pratos típicos – Como nas restantes
ilhas podem encontrar-se no Faial pratos característicos
do Arquipélago, tais como as sopas do Espírito
Santo, torresmos de vinha-de-alhos, morcelas de porco, linguiça
com inhames e carne de molha a que se juntam o caldo de peixe,
lapas de molho Afonso, filetes de molho ferrado, polvo guisado
com vinho e a caldeirada de peixe; e, para acompanhar, pão
de milho de fabrico caseiro e a massa sovada.
Mariscos – Os apreciadores têm
a lagosta, o cavaco e o caranguejo do fundo para deliciar
o paladar.
Doçaria – São deliciosas
as pitorescas fofas.
RESTAURANTES: 
- Restaurante Churrasqueira “Capote”- especialidades:cozinha
regional, caldeirada de Congro, Bacalhau na Telha - Horta
- Canto da Doca Restaurante Fora D´Horas - especialidades
na pedra:marisco, peixe, bife-Horta
- Quebra Mar Cervejaria Restaurante Marisqueira - Horta
- Restaurante A Árvore - Horta
- Restaurante O Marinheiro - Horta
- Restaurante Bar Tamar - especialidades: Bife à Tamar,
espetadas, peixe grelhado-Varadouro, Capelo
BARES, DISCOTECAS: 
- Peter Café Sport - Horta
- Retiro dos Frades, Pub Bar - Praia do Almoxarife, Horta
- Latina Bar - Horta |