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Sexta-Feira, 10 de Setembro de 2010
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LOCAIS E CLIMA: 

Com a forma de um pentágono irregular e a área de 173,42 km2, a ilha do Faial tem 21 km de comprimento e 14 km de largura máxima. Dominada pelo cone vulcânico da Caldeira, que se espraia em declives suaves interrompidos por formações vulcânicas secundárias, a ilha tem a sua altitude máxima no Cabeço Gordo, com 1.043 m. Localizada entre os 38º e 33’ de latitude norte e os 28º e 38’ de longitude oeste.
O clima é temperado e suave, com fracas amplitudes térmicas, como nas restantes ilhas. As temperaturas mais elevadas registam-se em Agosto e as mínimas em Fevereiro. As temperaturas médias por estações são as seguintes: Primavera 16º C (60º F), Verão 21ºC
(70º F), Outono 19º C (67º F) e Inverno 14º C (58º F).


BREVES HISTÓRIAS DA ILHA: 
O lançamento de gado pelas caravelas do Infante D. Henrique, o Navegador, foi a primeira forma de ocupação dos Açores, o que aconteceu no Faial, cerca de 1450, por portugueses vindos de outras ilhas. Uma década mais tarde tem início o povoamento da ilha propriamente dito, levado a cabo simultaneamente por portugueses e flamengos.
Em 1466, um nobre flamengo de nome Josse Van Huertere, acompanhado por alguns amigos e compatriotas seus, realiza uma viagem de exploração em procura do estanho e da prata de que se dizia existirem filões nesta ilha. As primeiras buscas provam o erro e causam o insucesso da viagem.
Entusiasmado, contudo, com a sua fertilidade, Josse Van Huertere não desiste. Em 1468, com a intercessão da Duquesa de Borgonha, Infanta D. Isabel, filha do rei D. João I, casada com Filipe III, o Bom, Duque de Borgonha e Conde da Flandres, obtém a carta do capitão do donatário da ilha e a autorização do rei D. Afonso V para trazer para o Faial colonos desejosos de abandonar uma Flandres empobrecida pela Guerra dos Cem anos. À sua chegada fixam-se na Lomba dos Frades, na Praia do Almoxarife, mas depressa mudam para o Vale dos Flamengos, que recorda no seu nome os primeiros povoadores, e posteriormente para a área da Horta, atraídos pelo mar e as suas baías naturais.
São os flamengos que introduzem no Faial o cultivo do pastel, planta tintureira utilizada na Europa de então pela sua côr azul forte que, juntamente com o cultivo do trigo, vai ser o supurte da economia da ilha durante dois séculos.
A anexação de Portugal pela Espanha (1580-1640) traz a guerra à Horta. Primeiro com o desembarque de tropas espanholas de ocupação (1583) e, mais tarde, com os ataques corsários dos condes de Cumberland e de Essex em 1589 e 1597, com destruição de igrejas e casas, saque das habitações e o pagamento de pesados resgates.

Dois séculos de prosperidade

O século XVII, é de grande prosperidade, trazida pela segurança do seu porto, pela posição estratégica da ilha na navegação para o Brasil e para os domínios ingleses nas Américas Central e Norte. O comércio internacional amplia-se, a Horta torna-se o porto de exportação do vinho e da aguardente produzidas pelas ilhas do Pico, São Jorge e Graciosa. Com o passar dos anos o vinho do Pico torna-se conhecido e desejado na América e na Europa, levando os burgueses faialenses a investirem na plantação das vinhas no terreno vulcânico, que exigia os dispendiosos trabalhos de quebrar o chão da lava e criar paredes de pedra em volta de cada três ou quatro videiras. Já no final do séc. XVIII junta-se ao vinho a exportação de laranja, ao tempo fruto exótico.

Um período dificil

O século XIX é um período com crises económicas. Primeiro com a perda das plantações de laranjeiras (1842) e, logo de seguida, das vinhas (1852), devido a doenças. A presença de barcas baleeiras americanas, que chegaram a atingir largas dezenas, reduz-se nos últimos anos do século. Os barcos a vapor que fazem escala na Horta para se reabastecerem de carvão dão movimento ao porto, mantendo a cidade nas rotas marítimas.

A Horta do século XX

A instalação de cabos submarinos, a utilização da Horta para amaragem dos hidroaviões que ligavam os dois lados do Atlântico, a presença de bases navais durante as duas guerras mundiais, são fases marcantes da vida da ilha no século XX.
Com a sede da Assembleia Regional dos Açores e departamentos de administração regional na Horta, uma vida económica baseada no comércio, pecuária, lacticínios e pesca, o Faial é hoje uma ilha em desenvolvimento que encontra no turismo uma forma de continuar a sua vocação cosmopolita.


LOCAIS A VISITAR: 
Morros, recortes na costa, ilhéus curiosos, acidentes físicos originados por actividade vulcânica, moinhos típicos e inúmeros campos de pastagem, contribuem para a grande variedade paisagística da ilha do Faial

A Cidade da Horta, de grande riqueza monumental, proporciona pela sua situação geográfica, paisagens ímpares da ilha do Pico e, por vezes, de S. Jorge. Está ladeada pela Ponta da Espalamaca e pelo Monte da Guia, cujos miradouros, conjuntamente com os do Monte Carneiro, oferecem ricas panorâmicas da cidade e da imensidão do mar. São vários os monumentos com interesse para se visitar, a Igreja de São Salvador, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o Convento de São Francisco(Museu de Arte Sacra), Igreja de Nossa Senhora das Angústias, Ermida de Nossa Senhora do Pilar, Império dos Nobres, Forte de Santa Cruz, Muralhas de São Sebastião e Portão Fortificado do Porto Pim.

A Marina da Horta, ponto de encontro dos iates que cruzam o Atlântico Norte, é famosa internacionalmente pelos numerosos frescos pintados nas suas muralhas pelos iatistas.

O Peter Café Sport, reconhecido como um dos melhores bares do mundo, é ponto de encontro por excelência dos iatistas, que atravessam o Atântico. É obrigatório provar o seu famoso “gin tônico” e visitar o Museu de peças gravadas em marfim de baleia, situado no piso superior.

O Porto Pim, magnífica enseada localizada no extremo da cidade da Horta, onde se pode apreciar o Portão fortificado e as muralhas de São Sebastião. Acolhe também uma das mais amenas praias da ilha.

O Monte da Guia, elevação sobranceira à Horta, a que está ligada pelo Monte Queimado e um estreito istmo, abrangendo uma área em que se erguem construções de grande interesse histórico, ligadas à aventura da caça à baleia, é presentemente uma zona de paisagem protegida.

A Costa Norte oferece uma sucessão de panorâmicas. O acesso a esta zona faz-se a partir da Horta, seguindo a estrada que rodeia a ilha, passando pela Praia do Almoxarife, onde se situa o parque de campismo, e pela localidade de Pedro Miguel. Mais adiante surge Ribeirinha, onde pastos abrigados por uma lomba, coberta de vegetação luxuriante, dão a esta região uma beleza singular. Salão oferece um panorama lindo sobre os seus cerrados orlados por hortênsias. A poucos quilómetros surge Cedros, povoado cheio de cor e tradição. Aqui, a Ribeira Funda, com campos de cultura e árvores de fruto, merece especial relevo. Prosseguindo pela mesma estrada chega-se à Praia do Norte, onde o miradouro da Costa Brava, com 320 m de altitude, proporciona, vistas sobre a Fajã, sendo impressionante a falésia cortada a pique sobre o mar.
Em seguida, Fajã da Praia e Norte Pequeno oferecem o contraste entre terrenos de lava negra e vegetação viçosa.

A Ponta dos Capelinhos costitui um dos principais pontos turísticos do Faial. Extremo mais ocidental da ilha, onde se pode admirar os efeitos da erupção de 1957/58, em que as cinzas vulcânicas cobriram casas e campos, alterando a paisagem. A história é contada no Museu dos Capelinhos, situado na freguesia próxima do Capelo.

A estrada do Capelo, já no trajecto para a costa sul, oferece um dos mais belos panoramas do Faial – o Varadouro – Baía fascinante, dominada pelo morro do Castelo Branco, com pontas de rocha preta a par de vinhas e flores. Com um micro-clima agradável e uma piscina envolta por um conjunto de formações basálticas, o Varadouro possui nascentes de águas quentes com propriedades benéficas, que brotam das entranhas da terra, com temperaturas de cerca de 35,5ºC (96ºF).

A Caldeira, enorme cratera do vulcão extinto, que deu origem à primitiva ilha.

Castelo Branco e Feteira, já na costa sul, possibilitam paisagens deslumbrantes da ilha do Pico.

Próximo da Horta, Lajinha e Ponta Furada merecem uma especial atenção pelo seu conjunto de furnas e de curiosos arcos de lava, onde por vezes o mar bate fortemente.

No interior, outros panoramas se impõem, dos quais se destaca o Vale de Flamengos, de um colorido fantástico, dado pelas plantações, de flores e casas que o salpicam.


MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu da Horta

- Museu de Arte Sacra

- Museu de “Scrimshaw” – Alberga a colecção particular do proprietário do popular Café Peter´s. Estão expostas algumas centenas de peças, documentando essa difícil arte de gravar os dentes de cachalote, com belos veleiros, sedutoras sereias, cenas de caça à baleia, etc.


FESTAS: 
- Semana do Mar – primeira semana de Agosto


DESPORTO E LAZER: 
- Praias: Duas praias de areia macia – Porto Pim e Conceição – mas com a côr escura que denuncia a origem vulcânica das ilhas, enquadram os dois extremos da cidade da Horta. Porto Pim é uma praia segura para as crianças, pela quase ausência da ondulação, um fundo plano onde se tem de andar muitos metros até perder pé. A praia do Almoxarife oferece a oportunidade única de bronzear-se, de nadar tendo a ilha do Pico a enquadrar o horizonte do mar. Além destas duas temos também a praia da Fajã da Praia do Norte.

- Piscinas naturais, criadas pelos rochedos vulcânicos são a forma mais insólita de banhar-se no Faial. A transparência e a temperatura da água do mar, aquecida pela corrente do Golfo, vão ser uma agradável surpresa.

-Observação de baleias e golfinhos, o Faial é um importante centro de observação.

- Pesca Desportiva

- Big Game Fishing – A Horta tem o seu nome inscrito em mais de uma dezena de “records” mundiais de captura de tubarões e espadins. Razão porque, durante os meses de Março a Outubro, barcos apedrechados para o “big game fishing” cruzam as águas do triângulo Faial, Pico e São Jorge com pescadores desportivos de todo o mundo, que vêm à Horta procurar a emoção da captura dos grandes peixes:espadim branco e azul, atum rabilho, atum voador, albacora, wahoo, espadarte, tubarão e mako. É possivel o aluguer de barcos apropriados, com pessoal experiente nas manobras e conhecedor dos locais de melhores capturas.

- Mergulho, os fundos vulcânicos em volta da ilha são ricos em peixe e, pelas suas irregularidades e grutas, oferecem excelentes oportunidades para a observação submarina. Várias em

- Pesca submarina

- Pesca de rocha - a pesca da rocha e ao corrico, em barco, permitem a captura das várias espécies que abundam nas águas açorianas: cavala, pargo, goraz, congro, moreia, anchova, bicudas, douradas, enxaréu, lírios. Situando-se os melhores pesqueiros na área de Espalamaca, Almoxarife, Cedros, Costa Brava, Castelo Branco, e Lajinha.

- Marina da Horta, é ponto de escala obrigatório de numerosos iates de recreio e das mais importantes regatas transoceânicas. Nas imediações da sua ampla marina encontramos gentes de todas as nacionalidades, falando as mais diversas línguas, e vindas de ambos os lados do Atlântico, num ambiente colorido e alegre.

- Desportos náuticos: windsurf, vela, canoagem, remo, jetski, sky aquático.

- Surf e Body board, os praticantes destes dois desportos têm as ondas de que gostam na extensa praia da Fajã da Praia do Norte.

- Trilhos da Natureza (passeios a pé pela ilha)

- Passeios a cavalo

- Desportos radicais, é possivel praticar vários destes desportos como voos de parapente, o B.T.T. (bicicleta todo o terreno), escalada de altas montanhas e escarpas agressivas, etc..


ARTESANATO: 
- Bordados a Cirvo

- Miolo de Figueira

- Rendas

- Miniaturas em Madeira

- Chapéus em palha de Trigo

- Vimes

- Bordados em Tule

- Trabalhos em osso e marfim de cachalote

- Trabalhos em papel recortado


GASTRONOMIA: 
Pratos típicos – Como nas restantes ilhas podem encontrar-se no Faial pratos característicos do Arquipélago, tais como as sopas do Espírito Santo, torresmos de vinha-de-alhos, morcelas de porco, linguiça com inhames e carne de molha a que se juntam o caldo de peixe, lapas de molho Afonso, filetes de molho ferrado, polvo guisado com vinho e a caldeirada de peixe; e, para acompanhar, pão de milho de fabrico caseiro e a massa sovada.

Mariscos – Os apreciadores têm a lagosta, o cavaco e o caranguejo do fundo para deliciar o paladar.

Doçaria – São deliciosas as pitorescas fofas.


RESTAURANTES: 
- Restaurante Churrasqueira “Capote”- especialidades:cozinha regional, caldeirada de Congro, Bacalhau na Telha - Horta

- Canto da Doca Restaurante Fora D´Horas - especialidades na pedra:marisco, peixe, bife-Horta

- Quebra Mar Cervejaria Restaurante Marisqueira - Horta

- Restaurante A Árvore - Horta

- Restaurante O Marinheiro - Horta

- Restaurante Bar Tamar - especialidades: Bife à Tamar, espetadas, peixe grelhado-Varadouro, Capelo


BARES, DISCOTECAS: 
- Peter Café Sport - Horta
- Retiro dos Frades, Pub Bar - Praia do Almoxarife, Horta
- Latina Bar - Horta


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