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Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010
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LOCAIS E CLIMA: 

Desenvolvendo-se em torno do vulcão que lhe dá o nome, com 2.351 metros de altitude e o ponto mais alto de Portugal, a ilha do Pico tem uma forma oblonga – 42 km de comprimento e 15,2 km de largura – e a superfície total de 447 km2. Um planalto com cones vulcânicos secundários termina junto do mar em altas falésias enquanto a área mais baixa, a oeste, tem declives moderados.
Está situada a 28º 20’ de longitude oeste e a 38º 30’ de latitude norte.
O clima é temperado, com um índice de humidade moderado. As suas temperaturas médias variam entre os 14º C (57º F) no Inverno e 22º C (72º F ) no Verão.


BREVES HISTÓRIAS DA ILHA: 
Medearam cerca de 40 anos entre a data em que as caravelas portuguesas pela primeira vez navegaram po entre as ilhas dos Açores e o povoamento do Pico, iniciado próximo de 1460, no local onde se ergue a vila das Lajes. Foram duros os primeiros tempos dos povoadores vindos do Norte de Portugal, pois tiveram de desbravar o mato abundante, cultivar a terra vulcânica, construir casas.
A cultura de trigo e do pastel, planta tintureira, foram o suporte económico da ilha no seu primeiro século de vida. Cedo a vinha suplantou estas culturas, atraindo à ilha capitais faialenses para os trabalhos de arroteamento dos campos de lava, a produção do vinho “verdelho”, apreciado pelos barcos que demandavam o Faial para venda na Europa e nas Américas.
Erupções vulcânicas marcaram a vida da ilha no decorrer do séc. XVIII. Período em que começaram a demandar as águas do Pico as barcas baleeiras americanas e inglesas em procura do cobiçado cachalote. O século XIX assiste ao fim do “ciclo do verdelho”, com as vinhas devastadas pelo oídio e pela filoxera, o que provoca a emigração de muitos habitantes em direcção ao Brasil e à América do Norte. É neste período que, na procura de novas fontes de rendimento, se inicia a caça ao cachalote a partir dos portos da ilha.
O Pico é, nos dias de hoje, uma ilha que conhece um surto de desenvolvimento económico, torna-se possível com a instalação de novos portos e do aeroporto, a actividade agrícola – em que o vinho recomeça a ter importância – a pecuária, a produção de queijo, a pesca e, também o turismo.


LOCAIS A VISITAR: 
O majestoso vulcão que domina a ilha impoe-se de tal modo que esta quase se reduz a ele. Por esse motivo o Pico é muitas vezes referido como a Ilha Montanha.

O Pico, com 2351 m de altitude é a mais alta montanha de Portugal. Culmina na cratera do Pico Grande, onde se ergue o Pico Pequeno ou Piquinho, cuja base emanam fumarolas. Coberta de espesso arvoredo até 1500 m, a partir desta altura reduz-se a vegetação rasteira, ficando o cone de lavas escalvado e nu.
Embora a montanha fosse já uma área protegida esta situação foi reforçada com a criação da Reserva Natural do Pico, constitui uma medida importante para a preservação da Natureza e do conjunto paisagístico de uma das zonas mais características de todo o Arquipélago. A subida ao cume do Pico, embora fatigante, é recompensada no desfrutar de magníficas paisagens sobre o Pico e restantes ilhas do grupo Central.

Lajes, a vila baleeira é o centro da tradição secular da caça aos cetáceos.
Imprescendível a visita ao Museu dos Baleeiros, único do género em Portugal.

“Whale Watching”, proibida a caça à baleia, a antiga tradição foi reconvertida à prática de observação de cetáceos. Uma série de pequenas embarcações locais permitem viagens, onde se pode estar quase face a face com o maior animal do Mundo.

Criação Velha, é o autêntico “Solar do vinho verdelho”, situado no local do Lajido, onde as uvas amadurecem em mantos de lava.

Em frente à vila da Madalena existem uns curiosos Ilhéus designados Deitado e Em Pé, vestígios de uma antiga erupção vulcânica. Aqui nidificam inúmeras aves marinhas.

Na zona Oriental, que se estende em menor declive até ao mar, encontram-se algumas lagoas de dimensão e forma variadas, destacando-se as do Capitão, Caiado e Paul.

A costa da ilha é recortada, ora em pontas ou baías, ora em arcos de lava de que se salienta, na costa norte, o conjunto impressionante dos Arcos do Cachorro, onde o mar penetra em turbilhão por túneis e recortes formados por lava, sobrelevados por uma formação curiosa semelhante ao focinho de um cão, o que originou aquela designação.

Como resultado de antigas erupções vulcânicas, o Mistério da Prainha, entre S. Roque e a Prainha, o Mistério Sta. Luzia, entre Santa Luzia e Bandeiras, e o Mistério de S. João, originado por um vulcão que se formou no mar e se veio unir à ilha, são locais de grande interesse.

O arrefecimento das lavas e as fugas de gases vulcânicos originaram o aparecimento de cavidades, que tomaram o aspecto de grutas revestidas de estalagmites e estalactites vulcânicas ou de extensos corredores que se entranham nas profundezas da terra. Percorrê-las com equipamento adequado e acompanhado de um guia, constitui uma experiência emocionante. A Furna de Frei Matias, na vertente oeste do Pico, a pouca distância da Vila da Madalena, é uma das mais famosas da ilha. Merecem igualmente visita as furnas da Silveira e a dos Montanheiros.

Terra Alta, miradouro a 415 m de altitude, entre Santo Amaro e Piedade, oferece um panorama e uma prespectiva imponente da costa sul da ilha de São Jorge.


MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu dos Baleeiros

- Museu do Vinho

- Museu do Whisky


FESTAS: 
- Festas do Cais do Pico - final de Julho
- Festas dos Baleeiros, nas Lajes - última semana de Agosto
- Festa das Vindimas, na Madalena - em Setembro


DESPORTO E LAZER: 
- No Pico não existem praias de areia. Mas quem gosta de nadar tem mais de uma dezena de encantadoras piscinas naturais formadas por rochas vulcânicas. E a temperatura da água do mar, aquecida pela corrente do Golfo, é sempre uma agradável surpresa.

- Observação de baleias, cachalotes e golfinhos, os Açores são hoje um dos pontos do mundo preferidos pelos que desejam observar cachalotes e os outros cetáceos que regularmente frequentam as suas águas. As lanchas de observação partem da vila das Lajes.

- Mergulho, o mar azul cristal, as formações rochosas submarinas, e a riqueza da fauna e flora marinha, convidam à observação submarina.

- Pesca Desportiva, as costas e baías de fácil acesso e a abundância de espécies piscícolas permitem a pesca desportiva.

- Pesca submarina

- Pesca de rocha, toda a ilha do Pico é um imenso pesqueiro. Os adeptos da pesca de rocha só tem a dificuldade de escolha do local onde passar algumas agradáveis horas a capturar espécies de bom tamanho.

- Desportos náuticos: windsurf, canoagem, vela, jetski, esqui aquático.

- Passeios de barco à Vela, forma diferente de apreciar toda a majestosa beleza do Pico, os encantos das ilhas do Faial e São Jorge ( contactar o Clube Naval da Madalena)

- Caça, o Pico constitui , ainda , uma das mais ricas regiões de caça do Arquipélago, podendo o caçador exercitar a sua pontaria nos abundantes coelhos e, ainda, nas galinholas e codornizes.

- Montanhismo, conforme o trajecto escolhido, oferece um maior ou menor grau de dificuldade na subida da montanha do Pico, recompensado por um panorama extasiante sempre em mutação. Recomenda-se a utilização de um guia.

- Espeleologia, os amantes da espeleologia encontram grutas, furnas extensas, que devidamente acompanhadas de guia, merecem atenta visita.

- Trilhos da Natureza

- Passeios a pé, os negros mistérios, os cerrados de milho, as pastagens verdejantes, os pomares odoríferos e o viver das suas gentes, proporcionam, aos que procuram conhecer caminhando, inúmeros atractivos.


ARTESANATO: 
- Trabalhos em osso de baleia

- Trabalhos em marfim

- Miniaturas em Madeira

- Rendas de Ilhós

- Escamas de peixe e Albarcas


GASTRONOMIA: 
Pratos típicos – Caldos de peixe, polvo guisado com vinho, arroz de lapas, lulas grelhadas, linguiça com inhames, torresmos de porco, morcela, caçoila são alguns dos pratos típicos que esta ilha apresenta, podendo acompanhar com pão e bolo de milho de fabrico caseiro.

Mariscos – Os apreciadores de marisco têm no cavaco, na lagosta e nos caranguejos de fundo, dignos companheiros de refeição.

Doçaria – Na doçaria típica da ilha, destaca-se aquela ligada às Festas do Espírito Santo: as Rosquilhas, o Arroz Doce, a Massa Sovada e Bolo de Vésperas. A estes doces juntam-se também as “filhoses”, “coscorões” e os “sonhos”.
Queijos- O queijo do Pico, de massa macia e branca, e o queijo de São João, de casca amarela, pasta mole e cheiro intenso, também fazem as delícias dos gastrónomos.

Vinhos – Verdelho como aperitivo, vinho de mesa branco ou tinto e o tradicional vinho de cheiro a acompanhar a refeição, serão certamente uma agradável experiência para os mais apreciadores. Aconselhamos, também, as tradicionais Angelica e aguardentes do Pico. É de salientar o forte incremento que a actividade vinícola volta a ter nesta ilha, prova disso é o facto de recentemente ter sido classificada “Região Demarcada do Vinho Verdelho”. Da reconversão da vinha por via da entrada de Portugal na C.E.E., resultaram a apresentação de novos produtos.


RESTAURANTES: 
Restaurante Pico Hotel- Madalena

Restaurante Luis, Marisqueira e Pizzaria-especialidades: mariscos, lapas, cracas, peixe fresco, gastronomia Picoense - Madalena

Restaurante O Ancoradouro, Marisqueira - especialidades: cataplana de peixe, peixe grelhado-Madalena

Restaurante Bar Beira Mar-especialidades: grelhados na Pedra, ementa Regional, mariscos frescos - Madalena

Restaurante A Parisiana - Madalena


BARES, DISCOTECAS: 
Bar Porto Velho - Clube Naval da Madalena
Pub Lagoa - Lajes do Pico


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