LOCAIS E CLIMA: 
Desenvolvendo-se em torno do vulcão que lhe dá
o nome, com 2.351 metros de altitude e o ponto mais alto de
Portugal, a ilha do Pico tem uma forma oblonga – 42 km
de comprimento e 15,2 km de largura – e a superfície
total de 447 km2. Um planalto com cones vulcânicos secundários
termina junto do mar em altas falésias enquanto a área
mais baixa, a oeste, tem declives moderados.
Está situada a 28º 20’ de longitude oeste
e a 38º 30’ de latitude norte.
O clima é temperado, com um índice de humidade
moderado. As suas temperaturas médias variam entre os
14º C (57º F) no Inverno e 22º C (72º F
) no Verão.
BREVES HISTÓRIAS DA ILHA: 
Medearam cerca de 40 anos entre a data em que
as caravelas portuguesas pela primeira vez navegaram po entre
as ilhas dos Açores e o povoamento do Pico, iniciado
próximo de 1460, no local onde se ergue a vila das Lajes.
Foram duros os primeiros tempos dos povoadores vindos do Norte
de Portugal, pois tiveram de desbravar o mato abundante, cultivar
a terra vulcânica, construir casas.
A cultura de trigo e do pastel, planta tintureira, foram o suporte
económico da ilha no seu primeiro século de vida.
Cedo a vinha suplantou estas culturas, atraindo à ilha
capitais faialenses para os trabalhos de arroteamento dos campos
de lava, a produção do vinho “verdelho”,
apreciado pelos barcos que demandavam o Faial para venda na
Europa e nas Américas.
Erupções vulcânicas marcaram a vida da ilha
no decorrer do séc. XVIII. Período em que começaram
a demandar as águas do Pico as barcas baleeiras americanas
e inglesas em procura do cobiçado cachalote. O século
XIX assiste ao fim do “ciclo do verdelho”, com as
vinhas devastadas pelo oídio e pela filoxera, o que provoca
a emigração de muitos habitantes em direcção
ao Brasil e à América do Norte. É neste
período que, na procura de novas fontes de rendimento,
se inicia a caça ao cachalote a partir dos portos da
ilha.
O Pico é, nos dias de hoje, uma ilha que conhece um surto
de desenvolvimento económico, torna-se possível
com a instalação de novos portos e do aeroporto,
a actividade agrícola – em que o vinho recomeça
a ter importância – a pecuária, a produção
de queijo, a pesca e, também o turismo.
LOCAIS A VISITAR: 
O majestoso vulcão que domina a ilha impoe-se de tal
modo que esta quase se reduz a ele. Por esse motivo o Pico é
muitas vezes referido como a Ilha Montanha.
O Pico, com 2351 m de altitude é
a mais alta montanha de Portugal. Culmina na cratera do Pico
Grande, onde se ergue o Pico Pequeno ou Piquinho, cuja base
emanam fumarolas. Coberta de espesso arvoredo até 1500
m, a partir desta altura reduz-se a vegetação
rasteira, ficando o cone de lavas escalvado e nu.
Embora a montanha fosse já uma área protegida
esta situação foi reforçada com a criação
da Reserva Natural do Pico, constitui uma medida importante
para a preservação da Natureza e do conjunto
paisagístico de uma das zonas mais características
de todo o Arquipélago. A subida ao cume do Pico, embora
fatigante, é recompensada no desfrutar de magníficas
paisagens sobre o Pico e restantes ilhas do grupo Central.
Lajes, a vila baleeira é o centro
da tradição secular da caça aos cetáceos.
Imprescendível a visita ao Museu dos Baleeiros, único
do género em Portugal.
“Whale Watching”, proibida a
caça à baleia, a antiga tradição
foi reconvertida à prática de observação
de cetáceos. Uma série de pequenas embarcações
locais permitem viagens, onde se pode estar quase face a face
com o maior animal do Mundo.
Criação Velha, é o
autêntico “Solar do vinho verdelho”, situado
no local do Lajido, onde as uvas amadurecem em mantos de lava.
Em frente à vila da Madalena existem uns curiosos
Ilhéus designados Deitado e Em
Pé, vestígios de uma antiga erupção
vulcânica. Aqui nidificam inúmeras aves marinhas.
Na zona Oriental, que se estende em menor declive até
ao mar, encontram-se algumas lagoas de dimensão e forma
variadas, destacando-se as do Capitão, Caiado
e Paul.
A costa da ilha é recortada, ora em pontas ou baías,
ora em arcos de lava de que se salienta, na costa norte, o
conjunto impressionante dos Arcos do Cachorro,
onde o mar penetra em turbilhão por túneis e
recortes formados por lava, sobrelevados por uma formação
curiosa semelhante ao focinho de um cão, o que originou
aquela designação.
Como resultado de antigas erupções vulcânicas,
o Mistério da Prainha, entre S. Roque
e a Prainha, o Mistério Sta. Luzia,
entre Santa Luzia e Bandeiras, e o Mistério
de S. João, originado por um vulcão
que se formou no mar e se veio unir à ilha, são
locais de grande interesse.
O arrefecimento das lavas e as fugas de gases vulcânicos
originaram o aparecimento de cavidades, que tomaram o aspecto
de grutas revestidas de estalagmites e estalactites vulcânicas
ou de extensos corredores que se entranham nas profundezas
da terra. Percorrê-las com equipamento adequado e acompanhado
de um guia, constitui uma experiência emocionante. A
Furna de Frei Matias, na vertente oeste do
Pico, a pouca distância da Vila da Madalena, é
uma das mais famosas da ilha. Merecem igualmente visita as
furnas da Silveira e a dos Montanheiros.
Terra Alta, miradouro a 415 m de altitude,
entre Santo Amaro e Piedade, oferece um panorama e uma prespectiva
imponente da costa sul da ilha de São Jorge.
MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu dos Baleeiros
- Museu do Vinho
- Museu do Whisky
FESTAS: 
- Festas do Cais do Pico - final de Julho
- Festas dos Baleeiros, nas Lajes - última semana de
Agosto
- Festa das Vindimas, na Madalena - em Setembro
DESPORTO E LAZER: 
- No Pico não existem praias de areia. Mas quem gosta
de nadar tem mais de uma dezena de encantadoras piscinas
naturais formadas por rochas vulcânicas. E a
temperatura da água do mar, aquecida pela corrente do
Golfo, é sempre uma agradável surpresa.
- Observação de baleias, cachalotes
e golfinhos, os Açores são hoje um
dos pontos do mundo preferidos pelos que desejam observar
cachalotes e os outros cetáceos que regularmente frequentam
as suas águas. As lanchas de observação
partem da vila das Lajes.
- Mergulho, o mar azul cristal, as formações
rochosas submarinas, e a riqueza da fauna e flora marinha,
convidam à observação submarina.
- Pesca Desportiva, as costas e baías
de fácil acesso e a abundância de espécies
piscícolas permitem a pesca desportiva.
- Pesca submarina
- Pesca de rocha, toda a ilha do Pico é
um imenso pesqueiro. Os adeptos da pesca de rocha só
tem a dificuldade de escolha do local onde passar algumas
agradáveis horas a capturar espécies de bom
tamanho.
- Desportos náuticos: windsurf, canoagem,
vela, jetski, esqui aquático.
- Passeios de barco à Vela, forma
diferente de apreciar toda a majestosa beleza do Pico, os
encantos das ilhas do Faial e São Jorge ( contactar
o Clube Naval da Madalena)
- Caça, o Pico constitui , ainda
, uma das mais ricas regiões de caça do Arquipélago,
podendo o caçador exercitar a sua pontaria nos abundantes
coelhos e, ainda, nas galinholas e codornizes.
- Montanhismo, conforme o trajecto escolhido,
oferece um maior ou menor grau de dificuldade na subida da
montanha do Pico, recompensado por um panorama extasiante
sempre em mutação. Recomenda-se a utilização
de um guia.
- Espeleologia, os amantes da espeleologia
encontram grutas, furnas extensas, que devidamente acompanhadas
de guia, merecem atenta visita.
- Trilhos da Natureza
- Passeios a pé, os negros mistérios,
os cerrados de milho, as pastagens verdejantes, os pomares
odoríferos e o viver das suas gentes, proporcionam,
aos que procuram conhecer caminhando, inúmeros atractivos.
ARTESANATO: 
- Trabalhos em osso de baleia
- Trabalhos em marfim
- Miniaturas em Madeira
- Rendas de Ilhós
- Escamas de peixe e Albarcas
GASTRONOMIA: 
Pratos típicos – Caldos de peixe,
polvo guisado com vinho, arroz de lapas, lulas grelhadas, linguiça
com inhames, torresmos de porco, morcela, caçoila são
alguns dos pratos típicos que esta ilha apresenta, podendo
acompanhar com pão e bolo de milho de fabrico caseiro.
Mariscos – Os apreciadores de marisco
têm no cavaco, na lagosta e nos caranguejos de fundo,
dignos companheiros de refeição.
Doçaria – Na doçaria
típica da ilha, destaca-se aquela ligada às
Festas do Espírito Santo: as Rosquilhas, o Arroz Doce,
a Massa Sovada e Bolo de Vésperas. A estes doces juntam-se
também as “filhoses”, “coscorões”
e os “sonhos”.
Queijos- O queijo do Pico, de massa macia e branca, e o queijo
de São João, de casca amarela, pasta mole e
cheiro intenso, também fazem as delícias dos
gastrónomos.
Vinhos – Verdelho como aperitivo,
vinho de mesa branco ou tinto e o tradicional vinho de cheiro
a acompanhar a refeição, serão certamente
uma agradável experiência para os mais apreciadores.
Aconselhamos, também, as tradicionais Angelica e aguardentes
do Pico. É de salientar o forte incremento que a actividade
vinícola volta a ter nesta ilha, prova disso é
o facto de recentemente ter sido classificada “Região
Demarcada do Vinho Verdelho”. Da reconversão
da vinha por via da entrada de Portugal na C.E.E., resultaram
a apresentação de novos produtos.
RESTAURANTES: 
Restaurante Pico Hotel- Madalena
Restaurante Luis, Marisqueira e Pizzaria-especialidades:
mariscos, lapas, cracas, peixe fresco, gastronomia Picoense
- Madalena
Restaurante O Ancoradouro, Marisqueira - especialidades:
cataplana de peixe, peixe grelhado-Madalena
Restaurante Bar Beira Mar-especialidades: grelhados na Pedra,
ementa Regional, mariscos frescos - Madalena
Restaurante A Parisiana - Madalena
BARES, DISCOTECAS: 
Bar Porto Velho - Clube Naval da Madalena
Pub Lagoa - Lajes do Pico |