LOCAIS E CLIMA: 
Ilha alongada com 56 km de comprimento e apenas 8 km de largura
máxima, S. Jorge tem uma área de 246,25 km2. Criada
por sucessivas erupções vulcânicas em linha
recta, de que restam crateras, a sua plataforma central tem
a altitude média de 700 m, com o ponto mais elevado a
1.053 m. A costa, escarpada e quase vertical, sobretudo a norte,
é interrompida por pequenas superfícies planas
costeiras – as “fajãs”. Está
situada a 28º 33’ de longitude oeste e a 38º
24’ de latitude norte.
O clima como nas restantes ilhas do grupo Central, é
moderado, com temperaturas médias anuais oscilando entre
12º C (53º F) e 25º C (77º F).
BREVES HISTÓRIAS DA ILHA: 
Desconhece-se quando os primeiros povoadores
desembarcaram em S. Jorge, no prosseguimento da política
da ocupação humana dos Açores iniciada,
cerca de 1430, pelo infante D. Henrique, o Navegador. Sabe-se,
porém, que em 1460 já existia um núcleo
de população na área da futura vila das
Velas e que a expansão do povoamento se fez em direcção
a Rosais, Urzelina e Manadas. Cerca de 1480 estabelece-se outro
núcleo no Topo, por iniciativa ao fidalgo flamengo Willem
van der Haghen ( Guilherme da Silveira) que, abandonando a ilha
para viver alguns anos nas ilhas Terceira e das Flores (de que
foi o primeiro povoador), acaba por regressar definitivamente
ao Topo, onde deixou descendência.
O crescimento populacional é rápido e, na segunda
metade do séc. XVI, São Jorge tinha aproximadamente
3.000 habitantes e três vilas – Velas (cerca de
1500), Topo (1510) e Calheta (1534). O cultivo do trigo é
o suporte económico da ilha nas primeiras décadas
do povoamento, a que se segue a vinha e, devido à procura,
por parte dos centros têxteis do Norte da Europa, das
plantas tintureiras pastel e urzela.
O final do séc. XVI e as primeiras décadas do
séc. XVII quebram a vida serena da ilha. À erupção
vulcânica de 1580 na área da Queimada seguem-se
um ataque de corsários ingleses em 1589/1590, os assaltos
à vila da Calheta em 1597 e 1599 e, em 1625, a captura
de habitantes da “fajã” de S. João
por piratas argelinos para serem vendidos como escravos.
A tranquilidade volta à ilha nos séculos seguintes
apenas quebrada por um ataque corsário em 1708 e pela
erupção vulcânica de 1808 – em que
S. Jorge participa na prosperidade dos ciclos económicos
da laranja e do vinho da primeira metade do séc. XIX,
na actividade baleeira que se prolonga até às
primeiras décadas do séc. XX.
Hoje a economia de S. Jorge aproveitando os seus excelentes
pastos naturais, assenta na pecuária e nos lacticínios,
que têm no queijo o seu mais alto expoente. O aeroporto,
modernas instalações portuárias abrem a
ilha ao mundo e ao progresso, em que o turismo tem um papel
a desempenhar.
LOCAIS A VISITAR: 
A ilha de S. Jorge, de forma oblonga e costa recortada, é
atravessada, no seu comprimento por uma cordilheira, atingindo
a sua maior altitude no Pico da Esperança (1053
m ), de onde se podem avistar as restantes ilhas do grupo Central.
As suas terras no planalto, predominantemente de pastagens,
oferecem vistas panorâmicas de grande valor, que podem
ser admiradas das estradas marginadas por hortênsias e
urzes arbóreas que, só por si, constituem também
paisagens ímpares.
As Fajãs, superfícies planas que se prolongam
pelo mar, provenientes de abatimentos da falésia, estendem-se
pelos dois lados da ilha. Convertidas em férteis pomares
e em campos de cultivo algumas delas, devido a microclimas,
apresentam frutos tropicais e belos dragoeiros. A fajã
da Caldeira do Santo Cristo, na região
de Ribeira Seca, com uma lagoa, único local nos Açores
onde se criam amêijoas, considerada reserva natural
bem como área ecológica especial, merece uma
visita.
Na ponta leste da ilha, o Ilhéu do Topo,
com reconhecidas características paisagísticas,
onde se podem encontrar alguns exemplos da flora indígena
e se verifica grande concentração de aves marítimas,
quer residentes quer migratórias, é um centro
de nidificação de gaivotas das ilhas do grupo
Central. Devido a todas estas características é
considerado reserva natural.
Os amadores da espeleologia encontram no Algar do
Montoso, situado no pico do mesmo nome, a experiência
emocionante de mergulhar nas profundezas da terra, o que exige
guia e equipamento apropriado.
Velas, vila encantadora, onde algumas das
suas moradias atestam a nobreza do seu passado.
Urzelina, pitoresca zona balnear reconstruída
após a erupção vulcânica de 1808.
Topo, primeiro povoado da ilha. Visita obrigatória
à Casa dos Tiagos, edifício do século
XVII, exemplo maior da arquitectura nobre da ilha.
Igrejas de S. Jorge (Velas) e de
Santa Catarina (Calheta). Exemplos maiores da arquitectura
erudita da ilha, datam ambas do início do século
XVII.
MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu de S. Jorge.
FESTAS: 
- A Semana Cultural na Vila das Velas-última
semana de Abril
- O Festival de Julho na Vila da Calheta
DESPORTO E LAZER: 
- O oceano azul convida a um refrescante banho, existindo algumas
piscinas naturais e praias de calhau
rolado ( Velas, Urzelina, Fajã Grande, Cais
da Calheta, Fajãs das Almas, dos Cubres, do Ouvidor e
dos Vimes ) que proporcionam momentos bem passados.
- Mergulho, S. Jorge constitui um autêntico
paraíso para o observador da fauna submarina, dada
a enorme abundância de peixes em todo o litoral.
- Pesca Desportiva
- Pesca submarina
-Pesca de rocha - a pesca de rocha e ao
corrico, em barco, permitem a captura das várias espécies
que abundam nas águas açorianas: cavala, pargo,
goraz, congro, moreia, anchova, bicudas, douradas, enxaréu,
lírios.
- Desportos náuticos: o mar oferece
boas condições para a prática do windsurf,
iatismo, remo e vela.
- Surf, aos amadores do surf são
proporcionados, nas várias fajãs da costa norte,
óptimos locais para praticarem a sua modalidade.
- Caça, S. Jorge oferece, ainda,
ao caçador, coelhos em profusão.
- Quem gosta de acampar poderá encontrar
no parque de campismo da Fajã Grande (Calheta) e no
parque de campismo da Urzelina (Velas) dois excelentes lugares,
onde a comodidade e o conforto dos seus utentes não
foi esquecido, existindo vários serviços de
apoio ao campista.
- Os passeios através da ilha possibilitam
panorâmicas deslumbrantes, nomeadamente aqueles que
levam às várias fajãs da costa norte.
ARTESANATO: 
- Tecelagem
- Trabalhos em Madeira(Chavões)
- Vimes
GASTRONOMIA: 
Pratos típicos - Na ilha de S. Jorge
encontram-se deliciosos pratos confeccionados com boa carne
e peixe. Recomenda-se as “sopas do Espírito Santo”,
os “torresmos de porco” e a “molha de carne”.
Mariscos - Merecem especial relevo, pela
sua qualidade as amêijoas apanhadas nas águas
da Caldeira do Santo Cristo. As lapas e a lagosta são
abundantes.
Doçaria - No capítulo da doçaria
a variedade é grande. Os “coscorões”,
“rosquilhas de aguardente”, “espécies”,
“suspiros”, “doce de leite”, “bolos
de véspera”, “cavacas”, “bolos
de coalhada” e “doce branco” fazem as delícias
dos mais gulosos.
Queijos - Considerado o melhor queijo dos
Açores, o Queijo de S. Jorge já alcançou,
há muito, fama internacional. Pode ser utilizado desde
a culinária mais simples, aos pratos mais requintados
dando-lhes um “toque” de distinção.
Para o acompanhar aconselhamos um bom vinho tinto.
RESTAURANTES: 
- Rstaurante S. Jorge - especialidades:cozinha regional, peixe
fresco-Velas
- Quinta do Canavial-especialidades: gastronomia e Etnografia
Açoriana - Velas
- Cervejaria S. Jorge-especialidades: cozinha regional, peixe
fresco-Velas
- Restaurante O Manezinho - especialidades: cozinha regional,
peixe fresco-Urzelina
- Café Restaurante Amigos - especialidades:ameijoas
de S. Jorge, torresmos, Alcatra Regional - Calheta
BARES, DISCOTECAS: 
- Discoteca Atlantis - Velas |