LOCAIS E CLIMA: 
De forma oval, a Graciosa tem 61,66 km2 de superfície,
com 12,5 km de comprimento e 8,5 km de largura máxima.
Pouco montanhosa, plana e baixa na área norte e nordeste,
eleva-se lentamente até à altitude de 398 m no
Pico Timão. Está situada a 28º 05’
de longitude oeste e a 39º 05’ da latitude norte.
De clima temperado, é a ilha menos húmida do Arquipélago.
BREVES HISTÓRIAS DA ILHA: 
Sabedor de haver sido lançado gado na
ilha por ordem do Infante D. Henrique, o Navegador – a
exemplo do que aconteceu noutras ilhas dos Açores –
Vasco Gil Sodré, natural de Montemor-o-Novo, acompanhado
pela família e criados, iniciou o povoamento da ilha
em meados do séc. XV. O seu desembarque deu-se no Carapacho,
onde foram construídas as primeiras casas. Apesar das
suas diligências a capitania da ilha acabou, porém
por ser entregue a outros dois portugueses.
A vinda de mais colonos – provenientes das Beiras, do
Minho e, alguns, das Flandres – permitiu o rápido
desbravamento e cultivo da Graciosa que, já no séc.
XVI, exportava cereais, vinho e aguardente.
O final do séc. XVI e o séc. XVII são um
período difícil para os Açores, devido
à pilhagem de corsários e piratas. A Graciosa
é igualmente, atacada o que leva a construção
de fortificações ao longo da ilha para a sua defesa.
Seguem-se séculos de vida calma, com uma economia baseada
na agricultura e, dos finais do século XIX até
meados do século XX, completada com os produtos provenientes
de caça do cachalote a partir da ilha. O comércio
era realizado quase exclusivamente com a Terceira, centro económico
e administrativo com um porto frequentado por navios de grande
porte. O porto da Praia, o novo aeroporto abriram a Graciosa
ao mundo, sem lhe fazer perder as características da
ilha rural e tranquila em que a agricultura, a pecuária
e os lacticíneos são os suportes do progresso.
LOCAIS A VISITAR: 
A graciosidade é uma constante da paisagem, o que justifica
o nome dado a esta ilha – Graciosa. É igualmente
designada por Ilha Branca devido aos seus toponímicos,
Pedras Brancas, Serra Branca, Barro Branco.
A Furna do Enxofre, a sudoeste, no maciço
da Caldeira, é um local de excepcional interesse, constituindo
um fenómeno vulcanológico muito raro. Uma escadaria
em caracol, lançada entre rochas escarpadas, conduz
a uma enorme abóboda vulcânica, sob a qual se
estende uma lagoa de água morna e sulfurosa, a chamada
Furna do Enxofre (130 m de diâmetro por 80 de altura,
a uma profundidade de 100 m ). Deverá ser visitada,
de preferência entre as 11 e as 14 horas, altura em
que a luz do sol penetra mais facilmente pela boca estreita
que dá acesso à superfície, iluminando
o seu interior revestido de aspectos deslumbrantes. Do cume
do maciço da Caldeira desfrutam-se belos panoramas,
podendo-se avistar as outras ilhas do grupo Central.
Para além da Furna do Enxofre, as entranhas da ilha
têm outros pontos de interesse, embora menos espectaculares.
Aqui e ali surgem fendas, mais ou menos profundas, que convidam
os mais corajosos a descobrir os segredos da formação
vulcânica da Graciosa.
Acompanhados de um guia e com o devido equipamento poderão
visitar as Furnas dos Bolos, Manuel de Ávila,
Furada, Linheiro, Lembradeira, Cardo, Cão, Gato, Queimado,
Labarda, Castelo, Calcinhas, Vermelho, Urze e Luís.
O Monte de Nossa Senhora da Ajuda, sobranceiro
à Vila de Santa Cruz, proporciona uma vasta panorâmica,
não só sobre a vila e a parte norte da ilha,
coberta de vinhedos, como ainda sobre a extensa planície
interior de Guadalupe. Ainda aí, é de recomendar
uma visita às três ermidas erguidas nos pontos
mais altos do monte, dedicados a S. João, a S. Salvador
e Nossa Senhora da Ajuda.
A visita da Caldeirinha, à entrada
da Serra Branca, com largas panorâmicas sobre a ilha
e as restantes do grupo Central – Terceira, S. Jorge,
Pico e Faial.
De pequena altitude, O Pico Timão
(398 m ) e o Pico do Facho (375 m ), de linhas
curvas e macias, cobertos de vegetação primitiva,
consttuída por urzes, faias, vinhático e incenso,
são quadros naturais para repousantes passeios.
As Termas do Carapacho merecem igualmente
uma referência em especial, devido à riqueza
das suas águas sulfurosas, cloretadas sódicas
e alcalinas, utilizadas para fins terapêuticos ( reumatismo
e doenças de pele ).
Aflorando do mar e povoados de aves, os vários ilhéus,
disseminados ao longo da costa, são um dos encantos
da Graciosa. O Ilhéu da Praia, coberto
de vegetação, merece uma visita. Mas o mais
sugestivo é o da Baleia, assim denominado
por se assemelhar a um gigantesco cetáceo ancorado
à beira-mar.
Os Moinhos, com portas vermelhas ou azuis
e tronco alvo de cal, estes moinhos de vento, únicos
nos Açores, oferecem as suas velas como braços
abertos a quem chega à ilha.
A Vila de Santa Cruz com as suas Igrejas
Matriz e de Santo Cristo, ambas com início de construção
datado do Século XVI, a Vila apresenta os seus melhores
exemplos de arquitectura erudita.
MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu da Graciosa
FESTAS: 
- Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres –
realizadas na segunda semana do mês de Agosto na Vila
de Santa Cruz
- Festival Graciosa - Inserida nas festas do Senhor Santo Cristo na Graciosa
- Festival Graciosa 2007 - Cartaz
DESPORTO E LAZER: 
- As águas límpidas do oceano convidam à
natação. Recomendamos o areal da Praia e a piscina
natural do Carapacho, para aqueles que procuram um lugar calmo
para nadar e relaxar ao sol.
- Desportos náuticos - as baías
de Santa Cruz e da Praia proporcionam óptimas condições
para a prática do remo, vela, windsurf e esqui aquático.
- Mergulho, os fundos marinhos de águas
transparentes, rochas de formas estranhas e cardumes iridescentes,
entusiasmam os praticantes da observação submarina.
Todo o litoral oferece boas condições para a
prática de mergulho.
- Pesca desportiva, os pescadores desportivos
têm no mar recursos inesgotáveis, devido à
abundância de peixes e crustáceos nas orlas marítimas.
- Pesca submarina
- Pesca de rocha - a pesca de rocha e de
barco permite capturas interessantes de congro, peixe-rei,
bodião, rocaz, salema, lírio, bicuda, dourada,
garoupa, abrótea e boca-negra. Recomendam-se os pesqueiros
do Carapacho e Barro Vermelho.
- Caça - é variada e rica,
sendo mais frequentes os coelhos e as codornizes.
- Passeios a pé pela ilha.
ARTESANATO: 
-Tapetes de folha de milho
-Tapetes em trança de tecido
-Tapetes e Carpetes de Trapo
-Alfaias Agrícolas
-Miniaturas de Violas
-Instrumentos Musicais de Corda e Vimes
GASTRONOMIA: 
Pratos regionais - É o peixe, que tanto
abunda nas nossas costas, que faz as honras da cozinha na Graciosa,
em deliciosas caldeiradas e nos diversos pratos de peixe assado.
A estes pratos juntam-se as deliciosas receitas confeccionadas
com carne de vaca tenra, enchidos de porco como as linguiças
e as morcelas, e a sopa de couve com carne.
Marisco - A lagosta, cavaco, santola, caranguejos
e lapas constituem só por si uma refeição
requintada.
Doçaria - Variada e rica e vai desde
as queijadas da Graciosa, pasteis de arroz, capuchas, escomilhas,
encharcados d’ovos, cavacas, massa sovada à barriga-de-freira.
Vinhos - A Graciosa é justamente
famosa pelas suas vinhas. Recomenda-se o vinho branco, leve,
seco e com um aroma frutado, para acompanhar as refeições.
Como digestivo, a aguardente, envelhecida em cascos de madeira,
ou então, para aqueles que gostam de uma bebida doce,
a angelica.
RESTAURANTES: 
Restaurante A Coluna - especialidades: pratos tradicionais dos
Açores e Brasil-St. Cruz da Graciosa
Restaurante Costa do Sol - especialidades: peixe, carne e
mariscos-St. Cruz da Graciosa
Restaurante da Folga - especialidades:peixe fresco, mariscos-St.
Cruz da Graciosa
Restaurante Apolo 80 - especialidades: Arroz de marisco,
Alcatra, Molho à Pescador, Lombinho de Porco com ameijoa,
Linguiça da ilha-St. Cruz da Graciosa
Dolphin Snack Bar Restaurante - especialidades:peixe fresco,
mariscos-Carapacho
Restaurante Marisqueira - Especialidades: Mariscos, Alcatras, Carnes -
Situado na Praia.
Snack Bar Rivoli - Situado em Santa Cruz
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