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Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010
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LOCAIS E CLIMA: 

De forma trapezoidal a ilha das Flores tem uma superfície de 143,11 km2, com o comprimento de 17 km e 12,5 km de largura máxima. A sua plataforma central, que se desenvolve entre os 500 e 600 metros de altitude tem no Morro Alto, com 914 metros, a maior elevação. Está situada a 21º 59’ de longitude oeste e a 39º 25’ de latitude norte.
O clima, como nas restantes ilhas, é temperado por influência da corrente do Golfo, oferecendo valores médios na ordem dos 17º C (63º F).


BREVES HISTÓRIAS DA ILHA: 
É controversa a data em que foi descoberta a ilha primeiro chamada de São Tomás e mais tarde, pela abundância das flores amarelas dos cubres das Flores. De certo sabe-se que foram as caravelas partidas da ilha Terceira comandadas por Diogo de Teive e seu filho João Teive quem, pela primeira vez, aportaram à ilha, provavelmente numa viagem de procura do caminho marítimo para a Índia pelo ocidente.
Flores, juntamente com a ilha do Corvo, foram as últimas terras açorianas a serem povoadas. Willem van der Haghen ( Guilherme da Silveira ) que se estabelecera com flamengos na ilha de S. Jorge, veio para as Flores cerca de 1470, fixando-se durante sete a dez anos no vale da Ribeira da Cruz.
Insatisfeito com os resultados do seu trabalho ou com a venda da ilha pelos herdeiros de Diogo de Teive a João da Fonseca, Willem van der Haghen regressa a São Jorge. Abandonada durante cerca de 20 anos, as Flores são repovoadas por gente vinda, em grande parte, das ilhas Terceira e da Madeira a que, em breve, se juntam mais colonos provenientes de Portugal Continental e de outras ilhas. O crescimento da população é rápido sabendo-se que, em 1515, Lages das Flores já era vila, o mesmo acontecendo, em 1548, em relação a Santa Cruz das Flores.
O cultivo de cereais e do pastel, planta tintureira com procura por parte dos centros têxteis do Norte da Europa, foram o suporte da economia da ilha durante os dois primeiros séculos. Os anos decorrem ao ritmo das estações, os séculos passam sem incidentes. São os corsários, activos nos mares dos Açores desde o final do séc. XV até ao séc. XVII e, mais esporadicamente, no séc. XVIII, quem perturbam a vida tranquila da ilha na procura de saque e, algumas vezes, de cativos para venderem como escravos. A área das Flores servia-lhes, igualmente, como ponto de espera das armadas vindas da América do Sul carregadas de tesouros de prata e ouro.
Flores participa na gesta da baleação fornecendo víveres e tripulantes aos navios baleeiros ingleses e, sobretudo, americanos, que demandavam as águas do arquipélago desde o final do séc. XVIII até meados do séc. XIX. Mais tarde, cerca de 1850, inicia-se nas Flores a caça do cachalote a partir de Lages das Flores e Santa Cruz das Flores, onde chegaram a existir “fábricas” para a extracção do óleo.
O aeroporto e modernas instalações portuárias romperam definitivamente o isolamento secular das Flores, inserindo-a na dinâmica de progresso dos Açores. A agricultura, a pecuária e os lacticínios são hoje o suporte económico da ilha, a que o turismo dá um contributo cada vez mais significativo.


LOCAIS A VISITAR: 
Esta ilha apresenta uma enorme riqueza em belezas naturais, oferecendo maravilhosas paisagens de grande encanto e serenidade.

A Rocha dos Bordões, curioso fenómeno geológico originado pela solidificação do basalto em altas estrias verticais, formando um alto morro, é um espectáculo imponente.
Nas proximidades da sua base, junto ao mar, as Águas Quentes, pequenas caldeiras de água sulfurosa fervente, recordam também a origem vulcânica da ilha.

O Pico dos Sete Pés, o da Burrinha, da Marcela e o Morro Alto (914 m de altitude ), ponto mais elevado da ilha, proporcionam vistas deslumbrantes sobre lagoas e vales cortados por ribeiras, dos quais se destacam a Ribeira de Santa Cruz, Fazenda de Santa Cruz, Fajãzinha, Ponta Delgada e Fagunda.

As sete lagoas, na zona central da ilha, constituem uma paisagem magnífica, merecendo especial relevo a Lagoa Funda, rodeada de areais e protegida por altas montanhas embelezadas por manchas de hortênsias. Mas as seis restantes – Branca, Seca, Comprida, Rasa, Lomba e Funda das Lajes – têm uma beleza serena e atraente que as fazem merecer uma visita.

Cortada por caudalosas ribeiras que, ao saltarem de serra em serra, formam pequenas e cristalinas cascatas, entoando um murmúrio fresco e cantante, a ilha das Flores ganha um bucolismo que se harmoniza com a paisagem feita de verdes entrecortados pelo azul das hortênsias. A Cascata da Ribeira Grande, na Fajãzinha, com uma queda de centenas de metros, juntam-se entre esta freguesia e a Ponta da Fajã, cerca de vinte quedas de água, muitas das quais se precipitam para o mar.

Localizado na Fajã Grande, o Poço do Bacalhau é uma pequena e extraordinária piscina que proporciona bons banhos, permitindo uma hidromassagem junto ao negro rochão da poderosa cascata da Ribeira das Casas.

Formações de pedra, talhadas pela erosão, tomam formas fantásticas e sugestivas. No Morro dos Frades, sobre a Fajã de Lopo Vaz, duas pedras recordam a silhueta de um Frade e uma Freira. Nas proximidades da Gruta do Galo é possível adivinhar, num rochedo, o perfil desta ave. Esta gruta localizada no litoral da ilha, possui interessantes formações vulcânicas e uma entrada que recorda o portal de uma grande catedral.

A Gruta dos Enxaréus, enorme cavidade à beira-mar, com cerca de 50 m de comprimento e 25 m de largura, entre Santa Cruz e Caveira, é de grande graciosidade e constitui um dos pontos mais atractivos da ilha.

A costa apresenta inúmeras pontas e, por vezes, escarpas acentuadas, o que lhe confere um recorte espectacular. A sudoeste, a Falésia da Rocha Alta possibilita uma panorâmica invulgar sobre o mar salpicado de ilhéus.

A Baía de Alagoa é constituida por um conjunto de ilhéus e baixios, destacando-se o Fragata, o Garajau, o ilhéu dos Carneiros e Alvaro Rodrigues. As rochas verdejantes com listas e manchas multicolores, são elementos que dão cor e relevo à paisagem.

O Ilhéu de Monchique é o ponto mais ocidental da Europa, tendo servido, no tempo da navegação astronómica, como ponto de referência para acerto das rotas e verificação dos instrumentos náuticos.

Edifícios históricos, nas Lajes, a Capela de Nossa Senhora das Angústias, erigida no século XVIII. Em Santa Cruz, o Museu Etnográfico (Scrimshaws, imagens religiosas da escola flamenga e ourivesaria sacra). No resto da ilha: Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e Igreja do Senhor Santo Cristo.


MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu da Ilha das Flores


FESTAS: 
- Festa do Emigrante nas Lajes - 3º fim de semana de Julho


DESPORTO E LAZER: 
- Piscinas naturais e pequenas praias de calhau rolado possibilitam a prática da natação, sobretudo na área de Lagedo e Castelo (Ponta dos Ilhéus), Fajãzinha, Fajã Grande, Ponta do Albernaz, Cedros, Santa Cruz e Lajes.

- Mergulho, os praticantes da observação submarina têm nos fundos transparentes, na abundância de vida animal e vegetal, nas grutas que perfuram ilhéus e arribas, atractivos para dias de maravilha.

- Pesca desportiva

- Pesca submarina

- Pesca de rocha, inúmeros pesqueiros proporcionam capturas de peso.

- Pesca nas várias ribeiras, são um paraíso para os pescadores de trutas. As zonas de pesca são as ribeiras dos Moinhos, Além Fazenda, Fazenda, Silva, Urzela, Grande e Lagoa da Lomba.

- Desportos nauticos: windsurf, vela, canoagem, remo, esqui aquático.

- Passeios de barco, recomenda-se ainda um passeio de barco entre Santa Cruz e Lajes, ou entre Lajes e Fajã Grande, assistindo ao desfilar de graciosas baías, altas falésias, grutas escavadas pelo mar, curiosos ilhéus e ribeiras cristalinas que se precipitam no oceano.

- Trilhos da Natureza (passeios a pé pela ilha)


ARTESANATO: 
-Miolo de Hortênsia

-Trabalhos em vime

-Tecelagem

-Patchwork

-Trabalhos em madeira


GASTRONOMIA: 
Pratos típicos – Para além das receitas de carne e peixe, as Flores oferecem a papa grossa, sopa de agrião, inhame com linguiça, cozido de porco, molhos de dobrada, feijão com cabeça de porco, Bolo no Tijolo, caldeirada de congro, bonito assado no forno e pastéis de ervas marinhas.

Mariscos – Lagostas, cavacos, caranguejos, lapas e cracas satisfazem os apreciadores de marisco.

Queijos – O queijo local, de fabrico artesanal, é naturalmente saboroso.


RESTAURANTES: 
-Restaurante Marés Vivas-especialidades:cozinha regional- Santa Cruz das Flores

-Restaurante Baleia Ocidental-especialidades:peixe fresco, grelhados, Alcatra de Vitela-Santa Cruz das Flores

-Restaurante A Rosa-especialidades: ementa regional- Santa Cruz das Flores

-Restaurante Pousada Lajes das Flores-especialidades: ementa variada-Lajes das Flores

-Restaurante da Zona Balnear-especialidades: Bife à Esplanada, Coelho Bebado, Polvo no Forno, Espetada de Mero e Camarão-Fajã Grande


BARES, DISCOTECAS: 
- Lucino´s Bar- Santa Cruz das Flores


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