LOCAIS E CLIMA: 
De forma trapezoidal a ilha das Flores tem uma superfície
de 143,11 km2, com o comprimento de 17 km e 12,5 km de largura
máxima. A sua plataforma central, que se desenvolve entre
os 500 e 600 metros de altitude tem no Morro Alto, com 914 metros,
a maior elevação. Está situada a 21º
59’ de longitude oeste e a 39º 25’ de latitude
norte.
O clima, como nas restantes ilhas, é temperado por influência
da corrente do Golfo, oferecendo valores médios na ordem
dos 17º C (63º F).
BREVES HISTÓRIAS
DA ILHA: 
É controversa a data em que foi descoberta
a ilha primeiro chamada de São Tomás e mais tarde,
pela abundância das flores amarelas dos cubres das Flores.
De certo sabe-se que foram as caravelas partidas da ilha Terceira
comandadas por Diogo de Teive e seu filho João Teive
quem, pela primeira vez, aportaram à ilha, provavelmente
numa viagem de procura do caminho marítimo para a Índia
pelo ocidente.
Flores, juntamente com a ilha do Corvo, foram as últimas
terras açorianas a serem povoadas. Willem van der Haghen
( Guilherme da Silveira ) que se estabelecera com flamengos
na ilha de S. Jorge, veio para as Flores cerca de 1470, fixando-se
durante sete a dez anos no vale da Ribeira da Cruz.
Insatisfeito com os resultados do seu trabalho ou com a venda
da ilha pelos herdeiros de Diogo de Teive a João da Fonseca,
Willem van der Haghen regressa a São Jorge. Abandonada
durante cerca de 20 anos, as Flores são repovoadas por
gente vinda, em grande parte, das ilhas Terceira e da Madeira
a que, em breve, se juntam mais colonos provenientes de Portugal
Continental e de outras ilhas. O crescimento da população
é rápido sabendo-se que, em 1515, Lages das Flores
já era vila, o mesmo acontecendo, em 1548, em relação
a Santa Cruz das Flores.
O cultivo de cereais e do pastel, planta tintureira com procura
por parte dos centros têxteis do Norte da Europa, foram
o suporte da economia da ilha durante os dois primeiros séculos.
Os anos decorrem ao ritmo das estações, os séculos
passam sem incidentes. São os corsários, activos
nos mares dos Açores desde o final do séc. XV
até ao séc. XVII e, mais esporadicamente, no séc.
XVIII, quem perturbam a vida tranquila da ilha na procura de
saque e, algumas vezes, de cativos para venderem como escravos.
A área das Flores servia-lhes, igualmente, como ponto
de espera das armadas vindas da América do Sul carregadas
de tesouros de prata e ouro.
Flores participa na gesta da baleação fornecendo
víveres e tripulantes aos navios baleeiros ingleses e,
sobretudo, americanos, que demandavam as águas do arquipélago
desde o final do séc. XVIII até meados do séc.
XIX. Mais tarde, cerca de 1850, inicia-se nas Flores a caça
do cachalote a partir de Lages das Flores e Santa Cruz das Flores,
onde chegaram a existir “fábricas” para a
extracção do óleo.
O aeroporto e modernas instalações portuárias
romperam definitivamente o isolamento secular das Flores, inserindo-a
na dinâmica de progresso dos Açores. A agricultura,
a pecuária e os lacticínios são hoje o
suporte económico da ilha, a que o turismo dá
um contributo cada vez mais significativo.
LOCAIS A VISITAR: 
Esta ilha apresenta uma enorme riqueza em belezas naturais,
oferecendo maravilhosas paisagens de grande encanto e serenidade.
A Rocha dos Bordões, curioso fenómeno
geológico originado pela solidificação
do basalto em altas estrias verticais, formando um alto morro,
é um espectáculo imponente.
Nas proximidades da sua base, junto ao mar, as Águas
Quentes, pequenas caldeiras de água sulfurosa
fervente, recordam também a origem vulcânica
da ilha.
O Pico dos Sete Pés, o da Burrinha,
da Marcela e o Morro Alto (914
m de altitude ), ponto mais elevado da ilha, proporcionam
vistas deslumbrantes sobre lagoas e vales cortados por ribeiras,
dos quais se destacam a Ribeira de Santa Cruz, Fazenda de
Santa Cruz, Fajãzinha, Ponta Delgada e Fagunda.
As sete lagoas, na zona central da ilha, constituem uma paisagem
magnífica, merecendo especial relevo a Lagoa
Funda, rodeada de areais e protegida por altas montanhas
embelezadas por manchas de hortênsias. Mas as seis restantes
– Branca, Seca, Comprida, Rasa, Lomba e Funda
das Lajes – têm uma beleza serena e atraente
que as fazem merecer uma visita.
Cortada por caudalosas ribeiras que, ao saltarem de serra
em serra, formam pequenas e cristalinas cascatas, entoando
um murmúrio fresco e cantante, a ilha das Flores ganha
um bucolismo que se harmoniza com a paisagem feita de verdes
entrecortados pelo azul das hortênsias. A Cascata
da Ribeira Grande, na Fajãzinha, com uma queda
de centenas de metros, juntam-se entre esta freguesia e a
Ponta da Fajã, cerca de vinte quedas de água,
muitas das quais se precipitam para o mar.
Localizado na Fajã Grande, o Poço do
Bacalhau é uma pequena e extraordinária
piscina que proporciona bons banhos, permitindo uma hidromassagem
junto ao negro rochão da poderosa cascata da Ribeira
das Casas.
Formações de pedra, talhadas pela erosão,
tomam formas fantásticas e sugestivas. No Morro dos
Frades, sobre a Fajã de Lopo Vaz, duas pedras recordam
a silhueta de um Frade e uma Freira.
Nas proximidades da Gruta do Galo é
possível adivinhar, num rochedo, o perfil desta ave.
Esta gruta localizada no litoral da ilha, possui interessantes
formações vulcânicas e uma entrada que
recorda o portal de uma grande catedral.
A Gruta dos Enxaréus, enorme cavidade
à beira-mar, com cerca de 50 m de comprimento e 25
m de largura, entre Santa Cruz e Caveira, é de grande
graciosidade e constitui um dos pontos mais atractivos da
ilha.
A costa apresenta inúmeras pontas e, por vezes, escarpas
acentuadas, o que lhe confere um recorte espectacular. A sudoeste,
a Falésia da Rocha Alta possibilita
uma panorâmica invulgar sobre o mar salpicado de ilhéus.
A Baía de Alagoa é constituida
por um conjunto de ilhéus e baixios, destacando-se
o Fragata, o Garajau, o ilhéu dos Carneiros e Alvaro
Rodrigues. As rochas verdejantes com listas e manchas multicolores,
são elementos que dão cor e relevo à
paisagem.
O Ilhéu de Monchique é o ponto
mais ocidental da Europa, tendo servido, no tempo da navegação
astronómica, como ponto de referência para acerto
das rotas e verificação dos instrumentos náuticos.
Edifícios históricos, nas
Lajes, a Capela de Nossa Senhora das Angústias, erigida
no século XVIII. Em Santa Cruz, o Museu Etnográfico
(Scrimshaws, imagens religiosas da escola flamenga e ourivesaria
sacra). No resto da ilha: Igreja de Nossa Senhora dos Remédios
e Igreja do Senhor Santo Cristo.
MUSEUS E BIBLIOTECAS: 
- Museu da Ilha das Flores
FESTAS: 
- Festa do Emigrante nas Lajes - 3º fim
de semana de Julho
DESPORTO E LAZER: 
- Piscinas naturais e pequenas praias de calhau
rolado possibilitam a prática da natação,
sobretudo na área de Lagedo e Castelo (Ponta dos Ilhéus),
Fajãzinha, Fajã Grande, Ponta do Albernaz, Cedros,
Santa Cruz e Lajes.
- Mergulho, os praticantes da observação
submarina têm nos fundos transparentes, na abundância
de vida animal e vegetal, nas grutas que perfuram ilhéus
e arribas, atractivos para dias de maravilha.
- Pesca desportiva
- Pesca submarina
- Pesca de rocha, inúmeros pesqueiros
proporcionam capturas de peso.
- Pesca nas várias ribeiras, são
um paraíso para os pescadores de trutas. As zonas de
pesca são as ribeiras dos Moinhos, Além Fazenda,
Fazenda, Silva, Urzela, Grande e Lagoa da Lomba.
- Desportos nauticos: windsurf, vela, canoagem,
remo, esqui aquático.
- Passeios de barco, recomenda-se ainda
um passeio de barco entre Santa Cruz e Lajes, ou entre Lajes
e Fajã Grande, assistindo ao desfilar de graciosas
baías, altas falésias, grutas escavadas pelo
mar, curiosos ilhéus e ribeiras cristalinas que se
precipitam no oceano.
- Trilhos da Natureza (passeios a pé
pela ilha)
ARTESANATO: 
-Miolo de Hortênsia
-Trabalhos em vime
-Tecelagem
-Patchwork
-Trabalhos em madeira
GASTRONOMIA: 
Pratos típicos – Para além
das receitas de carne e peixe, as Flores oferecem a papa grossa,
sopa de agrião, inhame com linguiça, cozido de
porco, molhos de dobrada, feijão com cabeça de
porco, Bolo no Tijolo, caldeirada de congro, bonito assado no
forno e pastéis de ervas marinhas.
Mariscos – Lagostas, cavacos, caranguejos,
lapas e cracas satisfazem os apreciadores de marisco.
Queijos – O queijo local, de fabrico
artesanal, é naturalmente saboroso.
RESTAURANTES: 
-Restaurante Marés Vivas-especialidades:cozinha regional-
Santa Cruz das Flores
-Restaurante Baleia Ocidental-especialidades:peixe fresco,
grelhados, Alcatra de Vitela-Santa Cruz das Flores
-Restaurante A Rosa-especialidades: ementa regional- Santa
Cruz das Flores
-Restaurante Pousada Lajes das Flores-especialidades: ementa
variada-Lajes das Flores
-Restaurante da Zona Balnear-especialidades: Bife à
Esplanada, Coelho Bebado, Polvo no Forno, Espetada de Mero
e Camarão-Fajã Grande
BARES, DISCOTECAS: 
- Lucino´s Bar- Santa Cruz das Flores |